No fim das contas eu acabo sozinha. A completa solidão de quem é estranho demais pra ser ajudado, pra ser compreendido. Dói tanto que eu arrepio o tempo todo, como se meu corpo traduzisse em calafrios como é ter um coração assim, como é sentir com todos os sentidos, como é sentir-se preso em si mesmo, preso no desespero da ânsia por não sentir, por parar só um pouco, só um pouquinho que seja, mas não poder, não conseguir.

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