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Mostrando postagens de julho, 2017
Às vezes me pergunto se essa coisa de sentir tudo não vai acabar me fazendo sucumbir. Como tendemos a olhar o copo sempre meio vazio... A gente, essa gente que já sofreu, cuja alma já esteve em pedaços milhares de vezes, tende a esperar que a qualquer momento, tudo desmorone, castelos e pontes. Daí constrói muros cada vez mais altos em volta de si. Mas a grande verdade, é que gente como eu, tem sempre a latente vontade de voar. Meu primeiro livro tinha esse nome, inclusive: "com vontade de voar". Contava a história de uma menina com alma livre como a de um passarinho. Sempre digo que a vida é responsabilidade nossa, que tudo que acontece nos pertence, porque é proveniente dos nossos atos. Mas a verdade é que também acredito nos fios da vida... Alguns fios ligados em volta da energia que a gente transmite, o que nos responsabiliza de novo. É como se a gente exalasse a nossa essência por aí, desde sempre e em lugares remotos, outras almas pudessem sentir. Então eu também pens...
Chegou devagarinho, estampando o sorriso de uma criança e um olhar desconcertante, desses que te fazem sentir nu. Tocou a minha pele e alma sem um toque sequer. Me fez sentir que é possível queimar sem sentir dor. Trouxe pro meu peito a paz que a tempos não sentia e veio puxando, fio a fio, o emaranhado na minha cabeça. Teve comigo o cuidado de quem protege uma pérola e eu percebi de cara que encontrei um tesouro. Me impressionou com o tamanho dela e eu descobri que é possível caber um universo inteiro em 1,59. Ela é a minha estrelinha, mas é também uma constelação. Ela brilha para todos, mas faz um show só pra mim...  e eu perto dela, me sinto gigante. Que sorte a minha!
Eu hoje acordei meio perdida e confusa e pensei que não sabia mais se encontraria de novo uma razão pra me sentir sem esse peso de viver e não entender o motivo das coisas não serem justas. Em algum momento, que eu não sei bem, o peso foi diminuindo e senti o coração flutuar, mesmo cansada, na paz de perceber que amar é ainda a coisa mais bela e gratificante de se sentir, sozinho, por si só. O ato de amar, sem as glórias e recompensas, faz a gente se sentir vivo, vibrando, e brilhamos sem fazer muita ideia disso. Daí o universo em algum momento inesperado, traz pra gente um presente, que pode ser uma lição que depois de feita, despende a leveza de constatar que demos o nosso melhor e que em algum lugar no mundo, o nosso jeito de amar vai cair como uma luva em alguém. A gente não vai precisar disso, mas vai desejar ter porquê nos eleva à partir do que já temos em nós... tudo aquilo que lutamos pra nos tornar. De repente, tudo fez sentido. Encontrei amor em mim.