Eu que sempre fui tão cheia de palavras, me vejo entendendo Freud como nunca, quando disse que às vezes as palavras não são suficientes, então a gente não diz, apenas sente.
Toda vez que tenho uma ideia, me contraponho, discordo de mim, me divido. Não sou só isso ou só aquilo. Não consigo mais fazer linhas retas com os fios na minha cabeça, porque eles percorrem caminhos independentes, tortos e emaranhados.
Isso me causa angústia muitas vezes. O medo de não ter sempre uma resposta objetiva e sem precedentes é barulhento. Mas eu não consigo voltar desse caminho e sinto que há ainda muita bagunça pra fazer.

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