Ah, eu, tão pequenina... Se você já soubesse do que eu sei agora... ainda assim, de nada adiantaria. É como acontece com as formigas, com tão pouco tempo pra viver, trabalham com um propósito e provavelmente desconhecem o futuro. Mas estão sempre juntas e talvez, isso baste pra tudo fazer sentido.
A gente cresce às vezes, junto só da gente, é assim mesmo, pequena eu. Eu sei que isso dói um pouco, lá dentro. A gente sente o que é tão grande, ficar pequenininho e é assustador como sendo tão pequeno, ele parece pesar toneladas.
Ah, pequeno/grande coração... Queria poder lhe contar que todas as vezes (e serão inúmeras) que você se quebrar, vai ter de achar um jeito de se remendar bem rapidinho. Quando a gente cresce tão só, não dá tempo de colar com perfeição e você devia saber que caindo ao chão tantas vezes, não vai ficar com aquele aspecto de perfeição, nunca. Desista disso agora, vai lhe poupar um trabalhão.
Olhos meus, que se abriram tão cedo pra toda a realidade que podia e até para a que não devia... Queria impedi-los de abrir desse jeito tão forçado, queria que não tivessem chorado tanto assim. Queria também, que não ficassem cansados e que não tivessem fechado quando não aguentavam mais ver, porque ninguém queria que vocês enxergassem. Mas eu não vou lhes cobrar mais nada, sei que não há mais nenhuma imposição sobre vocês. Chorem quando queiram, sorriam do que queiram também.
Pele. Embalagem de mim. Queria me desculpar por toda a covardia que lhe rendeu alergias. Por todas as palavras não ditas que lhe fizeram transpirar angústia... Por toda preocupação desnecessária que verteu em cicatriz.
Mas agora está tudo bem também. Estou trabalhando arduamente para me sentir cada vez mais confortável dentro de você.
Peito e braços... Toda a extensão do meu coração: eu admiro sua resiliência. Quase toda ela, esteve sempre em vocês. Então, pequena eu, queria que não pensasse que não vai dar pra voltar, porquê temos onde nos segurar e onde descansar, todo o tempo.
A gente cresce às vezes, junto só da gente, é assim mesmo, pequena eu. Eu sei que isso dói um pouco, lá dentro. A gente sente o que é tão grande, ficar pequenininho e é assustador como sendo tão pequeno, ele parece pesar toneladas.
Ah, pequeno/grande coração... Queria poder lhe contar que todas as vezes (e serão inúmeras) que você se quebrar, vai ter de achar um jeito de se remendar bem rapidinho. Quando a gente cresce tão só, não dá tempo de colar com perfeição e você devia saber que caindo ao chão tantas vezes, não vai ficar com aquele aspecto de perfeição, nunca. Desista disso agora, vai lhe poupar um trabalhão.
Olhos meus, que se abriram tão cedo pra toda a realidade que podia e até para a que não devia... Queria impedi-los de abrir desse jeito tão forçado, queria que não tivessem chorado tanto assim. Queria também, que não ficassem cansados e que não tivessem fechado quando não aguentavam mais ver, porque ninguém queria que vocês enxergassem. Mas eu não vou lhes cobrar mais nada, sei que não há mais nenhuma imposição sobre vocês. Chorem quando queiram, sorriam do que queiram também.
Pele. Embalagem de mim. Queria me desculpar por toda a covardia que lhe rendeu alergias. Por todas as palavras não ditas que lhe fizeram transpirar angústia... Por toda preocupação desnecessária que verteu em cicatriz.
Mas agora está tudo bem também. Estou trabalhando arduamente para me sentir cada vez mais confortável dentro de você.
Peito e braços... Toda a extensão do meu coração: eu admiro sua resiliência. Quase toda ela, esteve sempre em vocês. Então, pequena eu, queria que não pensasse que não vai dar pra voltar, porquê temos onde nos segurar e onde descansar, todo o tempo.
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