A verdade, é que a verdade dentro de mim é tudo isso e nada disso.
Eu sou esse turbilhão de pensamentos desarranjados e barulhentos, mas sou um silêncio perfeito.
Há dentro mim uma dor tão profunda, que dói fisicamente, mas há também um não sentir perturbador...
Eu sou tantos sonhos e planos e também tanta vontade de não viver.
Eu sou um infinito sorriso e uma chuva de lágrimas que não conseguem mais sair... de olhos cansados de derramá-las e que se recusam a arder.
Eu sou um desespero atado... um desespero manso.
Sou um poço de sensatez e palavras de sabedoria, preso num universo paralelo, sinistro e sombrio, onde vive uma criança brincando de se esconder.

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